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“Às vezes, em nossas vidas, os óculos para ver a Jesus são as lágrimas.” (Papa Francisco)

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Hoje percebi uma claridade diferente. Uma série de imagens borradas ganharam nitidez e tons. Parece que várias portas se abriram de uma vez só, deixando a casa mais arejada, sensação de ter mais espaço do que havia antes...Uma experiência nova com a dor. Hoje a dor veio como essa luz, que traz clareza ao escuro, mesmo na noite da alma. Hoje, ela veio luminosa, como aquele feixe que alcança os cantos, desempoeirando o esquecido. Hoje, ela veio como a clareza do que é certo, veio apresentando a limpidez do cristal, abrindo vias como rios, trazendo à tona o que realmente importa. Ah, essa dor que bagunça e arruma! Que tem a força de limpar o coração. De purificar, de provar, de forjar escolhas e reescolhas, atitudes e decisões. Dor que move, desinstala e interpela. Que muda tudo em um segundo, que fere e cura, que põe fim ao interminável, que inicia o que parecia não ter começo. Dor que abre um tempo novo.   Dor que enseja recomeços. Nem sempre a dor vem assim. Bel...

Que tal um novo sonho?

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É preciso deixar as janelas abertas. O sol iluminar. O vento arejar.   Quantos sonhos empoeirados e abafados em um passado não tão distante assim! É que se deixamos, a vida nos põe no automático e perdemos a capacidade de nos impressionar.   Custa não ceder à acomodação e custa mais ainda sair de suas mãos.   Terrível é a prisão sem grades da zona de conforto, ela assalta nossa coragem de arriscar. O concreto dos dias duros não pode pesar mais do que nossas forças, porque elas se renovam quando Deus está conosco. Os anos de caminhada nunca são suficientes o bastante para provarmos de todo o amor que Ele tem. O amor traz sempre novidade, nunca é monótono ou sem surpresas.   Mas parece que perdemos, às vezes, o brilho nos olhos....Aquele encantamento e aquela esperança que trouxemos conosco durante boa parte do caminho. Será que se perderam nos nossos medos? Qual a última vez que você realmente acreditou? Quando arriscou? E qual o sonho pelo qual lutou at...

Qual a parte que falta?

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Essa é a pergunta do momento. Uma reflexão muito bem-vinda e apropriada. Essa sensação constante de que falta algo, essa sombra de tantos desejos que cresce na nossa alma, literalmente, tem mania de nos assombrar.  Se por um lado o que falta nos move à procura, também nos faz entrar em um ritmo constante de sempre querermos algo mais. Nos tira da inércia, mas nos lança no abismo do insaciável. E vamos procurando nas coisas, nas pessoas e em situações a parte que falta. E vamos procurando nas afinidades, nos gostos, nas emoções. E procuramos no trabalho dos sonhos, nos relacionamentos perfeitos e na família que decidimos que queremos ter. E essa sensação de incompletude ainda insiste em permanecer. A impaciência de não conseguir achar o que falta, parece até ofuscar o que já foi encontrado. Uma visão um pouco injusta com relação aos pedaços que já se encaixaram em nós. A falta parece afugentar a gratidão. Vivemos pelo que nos falta ou por aquilo que já temos?  A mani...

Feliz Novo! Bem-vinda, Vontade de Deus!

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E esse embrulho no estômago que revira a alma?   E esse desassossego que tira a calma? É o novo que vem vindo sem muita cerimônia. Desinstalação que salva. Ela tira o pó do esquecido e o mofo da acomodação. Mania salvífica de um Deus que nunca para.  Ele, no silêncio, nas noites, na Cruz, tanto nos prepara! É a ressurreição de cada dia. É o tempo da anunciação. É como um piscar de olhos ou um agir depressa, pois chegou o tempo favorável. E tudo vai ganhando nova forma. É como uma paisagem pintada no quadro, que ganha novos traços do seu Criador.  São as surpresas que renovam a esperança. O inesperado, que depois do susto, restaura a confiança. É a exigência de reconfiguração da vida, uma loucura boa, que vai ultrapassando barreiras invencíveis. É a mudança que não se resiste, mesmo quando o medo insiste. É uma fonte inesgotável de paz, esse NOVO que somente a Vontade de Deus nos traz. Nesse lugar, não tem sossego, não tem calma... Mas é somente nele q...

A Ternura venceu o mundo.

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A ternura venceu o mundo. Veio de mansinho, numa despretensiosa noite estrelada. Desafiou os poderosos, desconcertou os que colocam a confiança na força do seu próprio braço.   Ela veio pequena e frágil. Veio em um lugar inesperado.   A ternura moveu céu e terra, unindo anjos e reis. A ternura habitou entre nós e carne se fez. A ternura vence o mundo. Suavidade que atravessa muralhas. Presença que transforma tudo ao redor. Olhar, sorriso, palavra, gesto... que poder tem o terno! Rende o coração mais duro, desarma quem na aspereza se escondeu. A ternura transforma tudo. Ela desperta o amor. A ternura resgata o perdido, ergue o caído e sussurra: Esperança! Aos ouvidos de quem não acreditou. Delicadeza, gentileza e beleza que não deixam ninguém desistir. Simplicidade que confunde. Verdade que liberta. Golpe de misericórdia. Espada no coração. A ternura vencerá o mundo.   Porque nada é mais forte que a doçura. Nenhum poder é assim tão dilacerante! É a ternura...

Tempo de Espera

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Prepara o coração porque toda espera é exigente. Prepara a alma para cultivar a esperança. Faz memória, recorre à lembrança, não deixa o tempo roubar a fé. E no silêncio, na solidão da incerteza, deixa que chegue a paz.   A paz das mãos vazias, de quem nada pode fazer, além de confiar.   Fiar-se na promessa, nas flores, nos sinais. Fiar-se também quando não há flores e nem garantias. Fiar-se mesmo quando não conseguir mais.   Porque a espera esvazia, desconstrói e refaz. Porque a espera aperta o peito e prova a razão. Porque a espera faz o cristão.   Espera quando escurecer, espera que vai clarear. Não há noite sem dia e nem dia sem esperar. Espera porque ela também constrói, surpreende, ensina, traz o que não imaginaria trazer. Germina a alegria, com raízes profundas, no solo do divino querer. Espera porque os olhos não viram o que está preparado. Espera porque ouvido algum sabe o que acontecerá. Espera porque nessa vida, não se está vivo sem espera...