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Acorda-nos, Senhor!

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Jesus, Tu estás conosco no barco. Mas a nossa fé, frágil e assustada, nos impele a querer te acordar. Não sabemos lidar com tempestades e esperas. Tu domes, Senhor, mas somos nós que precisamos despertar do nosso medo.   Acorda-nos, Senhor! Acorda-nos para a esperança!   Pois quanto mais escura a noite, mais próximo está o dia. E sempre existe um dia seguinte para quem confia mais um pouco. Desperta nosso coração cansado, para a espera de quem sabe que basta uma Palavra Tua e vem a calmaria. Relembra-nos quem é a nossa calmaria, Senhor. Tira-nos do sono do pavor, que paralisa o nosso coração e que consome as nossas forças. Desperta-nos para a fé, que navega pelos mares e ultrapassa as ondas gigantes, enxergando o porto que ainda não se pode ver. Aquieta-nos com o silencio da Tua Presença, que é maior do que o barulho do oceano bravio que existe em nós.  Desperta-nos do sono da solidão, que nos lança no egoísmo profundo, fazendo com que nos pre...

Hoje eu acordei, beijei meu Tau...em tempos de pandemia!

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Hoje eu acordei, beijei meu Tau, agradeci a Deus por sua eleição por mim e fui em missão.   Em tempos de pandemia, missão de ser luz no mundo e sal na terra, mesmo sem sair de casa. Porque a paz, nunca foi a ausência de guerra e, estar no mundo, pertencendo ao céu, é também viver as pequenas e grandes ofertas do dia a dia, sejam elas quais forem, no ordinário e no extraordinário de cada tempo, sem perder o alvo que é santidade, “não por presunção, mas por vocação”.   Por isso, missão hoje é não perder o ritmo da vida de oração, não parar nunca de rezar para não deixar ser invadido pela tribulação e pelo caos no coração. Missão hoje é ser incansável na intercessão, pedindo a Deus uma intervenção, acreditando que Ele está conosco na barca. Missão hoje é servir sempre e como puder, servindo aos de casa, faxinando, cozinhando e, como Santa Teresa, a nossa baluarte na vocação, encontrar a Deus “até em meio as panelas”. Missão hoje é cuidar dos pais, dos filhos, dos a...

Tudo começa no deserto.

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Tudo começa no deserto: a obra nova, as quaresmas e as quarentenas dessa vida.   De repente acaba a água. “Ah, se fosse só isso!”; diria o outro que sente a falta de tudo aquilo que nem sabia que tinha. É uma dura dor da ausência, que parece exaurir as forças da alma. É a dor da solidão, do tempo que não passa, das saudades que se somam, das incertezas e do aparente ócio. É olhar para o horizonte e não conseguir mais vê-lo. Parece a narrativa do fim e não de um começo. O que tem no deserto além do medo?  Quando estiver muito difícil, lembra que é do deserto que vem a promessa da via que é aberta e da obra nova que surge. É de lá que correrão arroios, que brotará água, que haverá um povo novo.  Quando parecer longo demais o caminho, não esquece que o deserto é o lugar do impossível, do improvável e do inesperado. É o lugar onde Deus fala ao coração. Escuta. Algo muito importante Ele precisa dizer. Recomeça. Ninguém sabe ao certo ...

Vida que segue. E a gente seguindo a Deus!

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Uma coisa que tenho aprendido é que a vida em Deus nunca é monótona. Quem entra nesse caminho, sabe bem do que eu estou falando. É uma caminhada cheia de surpresas, aventuras, autoconhecimento, superação, alegrias, desafios e dores. É um caminho cheio de coisas improváveis e impossíveis. Cheio de encontros, reencontros, partidas e despedidas. Um caminho de pequenas grandes coisas, enormes e constantes "obras" e onde tudo "é muito forte". Deus parece se aperfeiçoar a cada dia em abrir vias no deserto, fazer florir onde não há terra fértil, jorrar água no seco, abrir  passagem pelo mar, acalmar tempestades, providenciar pescas milagrosas, ressuscitar mortos, amar o não amável, entre outras coisas do tipo. Ele também é capaz de fechar portas que pareciam tão abertas e certas, e fazer a gente recalcular todo o caminho que já tinha sido traçado, afinal, Ele parece querer nos especializar em recomeços. E como se não bastasse a emoção constante do cotidiano, já narr...

As Migalhas da Paixão

Em cada pequeno passo possível.   Vivendo uma espera por dia.   Na ciência de padecer um branco martírio, na pobreza de uma migalha por vez. Colhendo os grãos de uma paixão, que lenta, ensina o valor do escondido e desconstrói o ímpeto quase heroico do “tudo de uma vez”. São as dores da paciência que só o tempo ensina a colher os frutos. São os caminhos das pequenas ofertas, que só os santos suportam viver. O melhor seria dar logo tudo, viver logo tudo, conseguir logo tudo, para melhor amar a Deus. Desejo lícito de um coração que ainda não aprendeu a sofrer pelo que vale sofrer.   Mas a ciência para os fracos é o padecer a pobreza de cada passo, a fraqueza de quase nada conseguir, de parecer não sair do lugar e, mesmo assim, prosseguir no caminho, no abandono de uma obra que só Ele sabe como será feita e quando será concluída. É o abandono da pequena via, que sendo estreita, alarga o amor, esmaga o orgulho e aumenta o fervor.   É a perseverança q...

“Olha para o céu e conta as estrelas, se fores capaz!”

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“ Naqueles dias, o Senhor conduziu Abrão para fora e disse-lhe: “Olha para o céu e conta as estrelas, se fores  capaz!”  E acrescentou: “Assim será a tua descendência”.   Abrão teve fé no Senhor, que considerou isso como  justiça. ”  ( Gn  15, 5-6)   E quantas vezes for preciso, me tira da minha tenda, Senhor. Porque se nela não estão as tuas promessas, nela eu não quero ficar. E me conduz para fora de mim todas as vezes que  eu quiser parar nos meus medos. E me leva para o lugar da Tua vontade, não importando onde ela esteja.  É lá que eu quero ficar. Fora do abrigo da minha tenda, dentro da luz ofuscante da fé.   E se eu não  conseguir erguer os olhos para o céu, para contemplar os teus planos para mim,  me ajuda, Senhor. Não quero olhar para o que passa, nem me fixar no cômodo encanto do que eu já sei.  Não sei contar as tuas surpresas e nem  reluzir de esperança como as estrelas do céu, mas s...