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12 de setembro de 2010

As Pontes



Em qualquer travessia, elas ajudam a seguir. Unem abismos, encurtam distâncias e abrem caminhos. Tornam possíveis os laços e se entregam para que outros cheguem. Vivem a solidão dos extremos e o martírio da oferta. São essenciais na jornada, mas fáceis de serem esquecidas depois de atravessadas. Mesmo quando são grandes, sempre se fazem pequenas porque entendem a missão de serem apenas passagem. Não prendem nada a si.

As pontes que eu conheço não são somente as de concreto ou as madeira. São fortes em sua estrutura, mas têm nome e têm alma. Possibilitam a minha existência e me fizeram chegar até aqui. Ou melhor, me fazem ser quem eu sou. Elas sorriem e choram. Continuam sendo o que são. A maioria delas podem ser chamadas de "Ananias". E todas estavam no lugar exato e no tempo preciso.

Muitas se fizeram só para que eu passasse. Muitas caíram para suportar o meu peso e o peso dos meus pecados. Muitas me desafiaram a confiar e todas me fizeram ir mais longe. Deram-me segurança quando eu estava insegura e esticaram-se para que eu também crescesse. Arriscaram-se e lançaram alicerces nas alturas para que eu pudesse voar.

As pontes me levaram a Deus. Diminuíram para que Ele crescesse. Indicaram o caminho e também fizeram parte dele. Foram e são sinais claros de onde preciso chegar. Tornaram possível o encontro com o Eterno e deixaram tangível o que parecia impossível a mim.

Espero que esse pequeno texto seja também uma ponte que leve minha gratidão mais profunda a cada um que foi, querendo ou não, sabendo ou não, caminho para o que não passa e sinal visível daquilo que ainda verei. Obrigada.

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