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25 de agosto de 2016

Quando o sofrimento bater à tua porta...




Quando o sofrimento bater à tua porta, Deus te dê a graça de acolhê-lo como quem recebe um parente distante, sem nenhuma intimidade, mas cheio de solicitude pela obrigação imposta e mais ainda por força do laço que tens com quem por ti abraçou a dor da cruz. 


Recebe-o sem resistência e sem muita cerimônia, mas com a serenidade e simplicidade de uma Mãe, que sempre encontra espaço em sua casa e em seu coração para quem chega sem avisar. 


Desfaz teus planos já traçados, teus conceitos bem elaborados e deixas que este hóspede te modele, te amoleça, te mude para melhor. Deixe que ele te torne mais lento para julgar, mais humilde para perdoar e menos dono da razão. Deixe que ele se acomode, te esvaziando de tanta coisa desnecessária, que ficou amontoada em tua memória, empoeirando o teu coração.


Se ele trouxer o frio da solidão, confia Naquele que não te abandona e fica feliz não por quem não permaneceu, mas por aqueles que tu não esperavas que estivessem tão junto a ti. Se ele vier com a inutilidade, redescobre quem realmente és com a força da fé que mesmo escura, põe tudo às claras. 


Se vier pela doença, experimenta na tua imensa fragilidade toda a força do Teu Deus. Se vier como saudade, alimenta a certeza do reencontro no céu. Não avise a ninguém que ele chegou, não faça alarde, o silêncio afastará e aproximará quem realmente se importa. 


Se ele te incomodar demais, não desiste. Quando ele te prova, conheces realmente o porquê da tua luta. Só com ele descobrirás o sentido, a meta, o alvo e aquilo pelo qual desejas permanecer vivo.  Muitos morrem sem saber o motivo pelo qual vivem, risco que jamais corre quem a dor abraça com coragem. 


Se o sofrimento for longo demais, ganharás dobrado em paciência. Ele te dará óculos adequados para enxergar quem também sofre e a tua aparência será bela como a de quem te fez.


Aos poucos, o hóspede indesejado terá em ti cativado valor inestimável de gratidão e louvor, pelo grande legado de humanidade e de redenção que a cada visita ele te deixou. Herança tão fecunda que te fará crescer à estatura do verdadeiro Amor.


Se o sofrimento bater à tua porta, que Deus te dê a graça de recebê-lo como quem recebe a chance de recomeçar. Um dia, ele vai embora e à tua porta, novo caminho se abrirá.

5 de agosto de 2016

O que você procura na vida?




Esse texto não é apenas uma crítica ao jogo do momento, até porque quando é só um jogo, que tem o seu devido lugar na vida de quem joga, como um lazer e uma brincadeira, normalmente, é saudável, agrega, diverte... E cada um tem seu gosto, né? Não quero entrar nesse mérito, até porque com a tecnologia de hoje, com certeza os jogos são mais “massa” e “mais legais” que na minha época de “Sonic” e de “Super Mario Bross”.  Se bem esses são clássicos e continuam bons para uma jovem de trinta e poucos anos como eu.
O que fico pensando, “cá com meus botões”, é se as pessoas pararam a busca por algo mais na vida... Por uma vida mais real, por relacionamentos mais reais e por aquilo que vai além, muito além, do que se vê. A busca por algo que o transcenda. Sentido de Vida. Deus.
Digo isso porque vejo pessoas dedicando suas vidas (e isso, infelizmente, não é exagero!), seu tempo livre e não tão livre assim atrás de criaturas virtuais e isso me inquieta. Porque não sobra tempo, às vezes, para estudar, estar com a família, com os amigos, com Deus, tempo para viver o mundo real. Tempo para viver de verdade. E depois que todos forem capturados? Que passar a febre, o que vão ter encontrado? Ah! Vai vir um novo jogo, com certeza, para ocupar todo o tempo novamente.
Talvez esteja me metendo demais na vida dos outros, o que eu tenho a ver com isso? Outros podem pensar. Mas tenho tudo a ver. Temos tudo a ver. Somos ou não cristãos? Achamos ou não a “pérola”, o “segredo da vida”, a alegria e a verdade que saciam o nosso coração? Desculpem, eu não acho normal uma pessoa morrer porque se distraiu capturando criaturas virtuais e foi atropelado. Uma vida vale muito, muito mais.
Essas distrações, digamos assim, que podem não ser um jogo, mas outras coisas, como um seriado “irado”, como o whatsapp e outras coisas mais, por mais que tenham um lado bom, se ocuparem o espaço errado em nossas vidas nos roubam de nós e dos nossos. E não nos enganemos, todo vício começa pequeno e quando nos damos conta, nós é que já fomos capturados por ele.
“Vamos utilizar esse jogo para evangelizar”, “os jovens vão à Igreja agora porque lá tem o “bichinho””, outros dizem. Claro que vamos fazer isso. Precisamos fazer isso. E mais, precisamos transformar tudo em oportunidade de evangelizar. Mas vamos dar testemunho também. Sem isso, tudo é vazio.
Um grande Santo dizia que nos tornamos aquilo que contemplamos. E o que somos com relação ao que procuramos? Nos transformamos naquilo que procuramos? Não sei. Não sei se estou certa, não sei de quase nada. Não quero ofender a ninguém com esse texto. Mas desejo que iniciemos uma boa reflexão com relação ao uso do nosso tempo e ao objeto da nossa verdadeira busca. 

O que você procura na vida?