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5 de agosto de 2016

O que você procura na vida?




Esse texto não é apenas uma crítica ao jogo do momento, até porque quando é só um jogo, que tem o seu devido lugar na vida de quem joga, como um lazer e uma brincadeira, normalmente, é saudável, agrega, diverte... E cada um tem seu gosto, né? Não quero entrar nesse mérito, até porque com a tecnologia de hoje, com certeza os jogos são mais “massa” e “mais legais” que na minha época de “Sonic” e de “Super Mario Bross”.  Se bem esses são clássicos e continuam bons para uma jovem de trinta e poucos anos como eu.
O que fico pensando, “cá com meus botões”, é se as pessoas pararam a busca por algo mais na vida... Por uma vida mais real, por relacionamentos mais reais e por aquilo que vai além, muito além, do que se vê. A busca por algo que o transcenda. Sentido de Vida. Deus.
Digo isso porque vejo pessoas dedicando suas vidas (e isso, infelizmente, não é exagero!), seu tempo livre e não tão livre assim atrás de criaturas virtuais e isso me inquieta. Porque não sobra tempo, às vezes, para estudar, estar com a família, com os amigos, com Deus, tempo para viver o mundo real. Tempo para viver de verdade. E depois que todos forem capturados? Que passar a febre, o que vão ter encontrado? Ah! Vai vir um novo jogo, com certeza, para ocupar todo o tempo novamente.
Talvez esteja me metendo demais na vida dos outros, o que eu tenho a ver com isso? Outros podem pensar. Mas tenho tudo a ver. Temos tudo a ver. Somos ou não cristãos? Achamos ou não a “pérola”, o “segredo da vida”, a alegria e a verdade que saciam o nosso coração? Desculpem, eu não acho normal uma pessoa morrer porque se distraiu capturando criaturas virtuais e foi atropelado. Uma vida vale muito, muito mais.
Essas distrações, digamos assim, que podem não ser um jogo, mas outras coisas, como um seriado “irado”, como o whatsapp e outras coisas mais, por mais que tenham um lado bom, se ocuparem o espaço errado em nossas vidas nos roubam de nós e dos nossos. E não nos enganemos, todo vício começa pequeno e quando nos damos conta, nós é que já fomos capturados por ele.
“Vamos utilizar esse jogo para evangelizar”, “os jovens vão à Igreja agora porque lá tem o “bichinho””, outros dizem. Claro que vamos fazer isso. Precisamos fazer isso. E mais, precisamos transformar tudo em oportunidade de evangelizar. Mas vamos dar testemunho também. Sem isso, tudo é vazio.
Um grande Santo dizia que nos tornamos aquilo que contemplamos. E o que somos com relação ao que procuramos? Nos transformamos naquilo que procuramos? Não sei. Não sei se estou certa, não sei de quase nada. Não quero ofender a ninguém com esse texto. Mas desejo que iniciemos uma boa reflexão com relação ao uso do nosso tempo e ao objeto da nossa verdadeira busca. 

O que você procura na vida?

3 de abril de 2016

Eu também sou Tomé




Eu sou Tomé. Quantas vezes duvidei de Ti e deixei que a dor tomasse meu coração e o enchesse de dúvidas e de medo. Mas quantas vezes também, pelo choque da Tua ressurreição recebi o dom da fé e a graça de prosseguir. Eu também sou Tomé, pois diante do sofrimento quis me afastar dos meus irmãos e perdi tantas oportunidades de Te encontrar, mas pela fé deles em Ti e em mim, fui capaz de voltar e neles Te achar de novo. Eu sou Tomé. Coração duro, incrédulo, necessitado de provas do Teu amor. Mas Tu voltaste por ele ao cenáculo e voltaste também por mim tantas e tantas e tantas vezes... Um amor de misericórdia que dói de tão profundo. Eu também sou Tomé. Tomé desse mundo que precisa colocar o dedo no Teu Lado aberto e Tu me ofereceste não somente colocar o dedo, mas todo o meu ser dentro das Tuas entranhas de Amor, que a cada dia me lavam e me curam. Eu sou Tomé. Pois meus olhos precisavam também te ver e eles te viram e eles te veem. Eu Também sou Tomé. Pois precisava de paz e Tu me deste o Teu Shalom. Eu sou Tomé. Pobre homem que encontrou na Tua misericórdia a força para professar Teu Senhorio. E mais! Eu ainda sou Tomé. Ainda com dúvidas e medos no meu coração. Mas a minha esperança é que Tu também ainda és o mesmo Deus e Senhor. Tu és Meu Deus e Meu Senhor, especialista em transformar “Tomés” em “Homens de fé”. Por isso, eu sou um feliz e esperançoso Tomé.